Governo aberto na política externa brasileira: práticas e limites da Lei de Acesso à Informação no Ministério das Relações Exteriores

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36428/revistadacgu.v18i33.941

Palavras-chave:

governo aberto, política externa brasileira, transparência, acesso à informação, Itamaraty

Resumo

O artigo analisa as dinâmicas institucionais da Lei de Acesso à Informação como prática de Governo Aberto na política externa brasileira, com o Ministério das Relações Exteriores como estudo de caso. Argumenta-se que, embora a lei tenha ampliado os mecanismos de transparência, sua efetividade permanece influenciada por prerrogativas de sigilo, arranjos institucionais e uma cultura organizacional orientada à reserva informacional. Metodologicamente, combina uma análise normativa com o exame empírico qualiquantitativo de dados sobre classificação de informações, pedidos de acesso e indicadores de transparência ativa, a partir de bases oficiais. Os resultados indicam que o Itamaraty concentra um volume significativo de documentos classificados, apresenta alta demanda por acesso com padrões de prorrogação e recurso, e exibe baixo desempenho em transparência ativa, especialmente em dados abertos. Conclui-se que o Governo Aberto na política externa brasileira avança de forma incremental e tensionada, revelando limitações recorrentes.

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Biografia do Autor

  • José Antonio Fogolari, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

    Doutorando e mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) e graduando em Administração Pública pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC-ESAG).

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Publicado

19.05.2026

Edição

Seção

Governo Aberto: Transparência, Participação e Ouvidoria

Como Citar

Fogolari, J. A. (2026). Governo aberto na política externa brasileira: práticas e limites da Lei de Acesso à Informação no Ministério das Relações Exteriores. Revista Da CGU, 18(33). https://doi.org/10.36428/revistadacgu.v18i33.941

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