Programa Olho Vivo no Dinheiro Público: limites e possibilidades de fomento ao controle social

Autores

  • Antonio Ed Souza Santana

DOI:

https://doi.org/10.36428/revistadacgu.v4i6.258

Resumo

A descentralização da execução das políticas públicas no Brasil não trouxe os avanços qualitativos esperados. Em que pese a criação de espaços de participação da sociedade na gestão e na fiscalização dos recursos públicos, não houve um efetivo processo de democratização das ações governamentais. Diante desse quadro, a Controladoria-Geral da União, que tem entre as suas competências o combate e a prevenção da corrupção, desenvolveu o Programa Olho Vivo no Dinheiro Público. Nesse contexto, analisou-se o Programa, buscando avaliar o seu potencial democratizante, seus limites e possibilidades no que tange à criação das condições necessárias ao exercício do controle social. Fez-se em seguida uma reflexão acerca da aplicação dos modelos do elitismo e pluralismo na análise da realidade estudada. Ficou demonstrado ser viável o esforço de democratização das políticas públicas objetivado pelo Programa, em que pesem as diversas limitações para o exercício do controle social. Apontou-se, ainda, a necessidade de novos estudos para a mensuração dos resultados do programa, que dependerão da sua capacidade de formar e se incorporar a uma grande rede de iniciativas que tenham em sua essência a promoção da democratização socioeconômica, política e cultural da sociedade brasileira.

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Publicado

01.09.2009

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Santana, A. E. S. (2009). Programa Olho Vivo no Dinheiro Público: limites e possibilidades de fomento ao controle social. Revista Da CGU, 4(6), 41-58. https://doi.org/10.36428/revistadacgu.v4i6.258